Max Cavalera diz “Sepultura tem o nome, nós temos o espirito”

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O jornalista J. Bennet da revisa Decibel entrevistou recentemente Max Cavalera (Cavalera Conspiracy, Soulfy, ex-Sepultura) que voltou a falar novamente numa possivel reunião da sua antiga banda.

Decibel: Você ficou ofendido quando os Sepultura decidiram manter o nome após a sua saída?

Max: “Não, mas não é a mesma coisa. E eu não sou o único que pensa dessa forma. Muitos dos fãs acham o mesmo. Eu senti-me traído quando algo que é seu lhe é tirado… É apenas traição. Mas foi algo difícil porque meu irmão também estava na banda. Musicalmente eu superei tudo isso rapidamente porque eu estava tão ocupado com os Soulfly que nem tive tempo de ficar com raiva”.

Decibel: Agora os Sepultura continuam sem você e sem o Igor. Isso não é estranho?

Max: “Eles podem estar a tocar com o nome Sepultura, mas eu e o Igor carregamos o espírito com o nome (Cavalera) Conspiracy. Então o nome Sepultura pode estar ainda vivo, mas não há conteúdo. O que hoje eu estou a fazer com o Igor é o mais próximo de uma reunião que pode acontecer, mas é melhor porque estamos a tocar músicas novas e eu não poderia esperar mais do que isso”.

Decibel: Você voltou a falar com Andreas Kisser (guitarrista) ou Paulo Xisto (baixista) desde que deixou os Sepultura?

Max: “Não, com nenhum dos dois, as pessoas até mesmo pensaram que a coisa toda com o Igor era uma farsa. As pessoas na Europa diziam: ‘Vocês passam férias de família juntos e dizem à imprensa que não se falam…’ Mas não, isso não foi algo forjado. Eu passei um bom tempo sem falar com o Igor e ainda não falo com os outros membros. É meio estranho, mas devido a forma que as coisas se desenrolaram com o Igor, há a possibilidade de fazermos alguns concertos com os outros membros. Eu sou bastante aberto no que diz respeito a uma reunião – mesmo com os membros da primeira encarnação dos Sepultura dos 10 anos do que eu chamo de ‘death metal boot camp’ que fizemos no Brasil antes mesmo de irmos aos Estados Unidos. Foram bons anos quando nós não tocávamos nada e sabíamos muito menos ainda, mas aqueles anos foram fundamentais para mim e para o Igor. Aquela formação dos Sepultura foi muito importante e eu acho que muita gente esquece-se disso. Sem aqueles anos, nunca teria existido um ‘Chaos A.D.’ ou ‘Roots’ porque aquela foi a fundação; o começo de tudo, então se houver uma reunião, eu gostaria de convidar aqueles membros para mostrar ao mundo algo profundo, além da formação clássica.”

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