Primeiras impressões do novo álbum dos Metallica

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As revistas Rock Sound e Metal Hammer, ambas do Reino Unido, lançaram as suas impressões a respeito do novo álbum dos METALLICA, após uma sessão de audição que aconteceu hoje (4 de junho) em Londres.

– De acordo com a Rock Sound:

“Na primeira impressão e apenas após uma única audição, a Rock Sound pode confirmar que as músicas que ouviu possuem um som muito parecido com a vibração clássica dos METALLICA, relembrando os dias de ‘Master of Puppets’, ‘…And Justice For All’ (mas com baixo) e o álbum homónimo – sem soar antigo ou cansado. Nas seis faixas que a Rock Sound ouviu nesta tarde, apenas uma tinha um título provisório – ‘Flamingo’. Com uma introdução lenta, a música tinha uma reminiscência de ‘Battery’ na vibração, com dois solos de guitarra e uma tendência melodiosa e de groove. O primeiro single é um rock épico poderoso, na veia de ‘The Unforgiven’, ‘Nothing Else Matters’ e ‘Sanitarium’, com um interlúdio mais rápido e pesado, e alguns toques de THIN LIZZY nos riffs de guitarra. Outra música conta com as letras, ‘Into abyss, you don’t exist, you can’t resist the Judas kiss’ [tradução: “No abismo, tu não existes, tu não podes resistir ao beijo de Judas”]; outra conta com uma bateria e baixo quase no estilo de RAGE AGAINST THE MACHINE e letras sobre suicídio e cianeto; já a última música que pudemos ouvir, entitulada ‘The Song’, tem menos de cinco minutos e é um ataque galopante de Thrash Metal com uma lembrança de TESTAMENT! Nós suspeitamos que os outros títulos de músicas possam incluir ‘Die Hard’, ‘Show Your Scars’ e ‘My Apocalypse’ – mas não nos responsabilizamos se nenhum desses títulos ou letras estiverem certos! Felizmente, há muito dos solos tradicionais de Kirk Hammett e um som decente de bateria, assim como a voz de Hetfield que está em muito boa forma. Todas as músicas têm diferentes partes nelas, dando a impressão de que o quarteto está a regressar à vibração épica do período clássico da banda”.

– De acordo com a Metal Hammer:

“Como as músicas soam? Faixa um, que é somente conhecida pelo título provisório de ‘Flamingo’, abre com uma bateria trovejante enquanto a guitarra principal a encontra mais pra frente, intercalando um movimento de começa-pára até que se juntam em um estilo Thrash clássico, riffs pesados no estilo ‘Fight Fire With Fire’ e batidas perfurantes. Demora pelo menos dois minutos até que os vocais de James Hetfield entrem, e embora eles soem furiosos, esta não é a melhor performance dele, mais aberto em tom, e embora ainda tenha um vocal memorável para o refrão, há imensa coisa na musica, e tantas idéias lançadas que é difícil numa primeira audição escolher o riff que nos lembraremos. Mas com riffs galopantes e o retorno de quebradas de guitarra surgindo dos grooves, pode-se ouvir o verdadeiro espírito do METALLICA, mesmo que seja reflectido num espelho em mosaico. A faixa dois é, no fundo, uma balada que relembra ‘Fight Fire With Fire’ e ‘Nothing Else Matters’, com uma introdução harmoniosa, vocais viajantes e algumas pontes levemente progressivas que se transformam em riffs mais galopantes e solos de guitarras. De novo, a música tem várias sessões diferentes, mas ainda soa massiva. A faixa três entra com um riff que começa e pára, com toques orientais, enquanto outra linha de guitarra é tocada e as linhas de voz de Hetfield mantém o poder de algo como um profeta monolítico observando os eventos enquanto os riffs entram, soando como um exército em marcha, atirando metodicamente em qualquer um que estiver no seu caminho. A faixa quatro relembra ‘Master of Puppets’ com mais do que um toque de SLAYER. Depois de uma introdução de bateria no estilo de uma artilharia, ela imediatamente entra no modo Thrash, marchante. A voz de Hetfield tem digressões melódicas, enquanto ele grita ‘Bow down, surrender unto me’ [tradução: ” Curva-te, rende-te a mim”]. O groove desta música enche-nos e ao mesmo leva-nos a atmosferas, a la LED ZEPPELIN. Ainda não é exactamente o tipo de monstro irresistível que eles já criaram antes, mas os METALLICA ainda têm a possibilidade de provar que podem soar firmes e épicos ao mesmo tempo, e quando a faixa cai no interlúdio na metade, é possivel imaginar corais vindos da platéia ao vivo. A faixa cinco tem outra abertura forte, com um groove diferente, não muito diferente de RAGE AGAINST THE MACHINE, mostrando riffs afiados que surgem por cima da percussão irregular que cai num caminho mais melódico e que dá lugar mais uma vez ao festival emocionante de riffs. A faixa seis é a ‘música’, consideravelmente mais curta que as outras, mas cheia de riffs clinicamente afiados, mais partes a la SLAYER e grooves galopantes, tudo envolvido por um toque mais oriental. As impressões iniciais são que este é um álbum fará o nosso sangue correr, mas saber se ele será ou não tudo que esperamos é necessária uma audição mais atenta , para responder. De qualquer forma, estamos muito aliviados e muitos emocionados, e mal podemos esperar para ouvir o resto”.

Temos os grandes tempos de Metallica a voltarem novamente? Lá mais para Setembro já saberemos, mas tudo indica que a banda segue no caminho certo.

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