“Dave Mustaine toca rápido e eu, melódico” diz Kirk Hammet

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O jornalista David Fricke, da revista norte americana Rolling Stone, conduziu recentemente uma entrevista com o guitarrista dos Metallica Kirk Hammett. Na conversa a respeito do novo álbum do grupo, o músico fez uma breve comparação de seu estilo de tocar com o de Dave Mustaine (MEGADETH).

Rolling Stone — Vocês têm trabalhado no novo álbum dos Metallica durante quase três anos. Como você sabe quais os riffs e solos a manter e quais dispensar?

Kirk Hammett: “Sei quando devo ou não cortá-los. E sempre tento fazer um solo o melhor que posso. Gravei mais de cem solos para uma única canção neste álbum — e solo dura apenas 25 segundos! [risos]. Mas é óbvio quando um solo funciona. É algo como: ‘uau!’. Ou então simplesmente não é bom o suficiente. É algo bem preto no branco mesmo”.

Rolling Stone — Como você descreveria a sua participação no som das duas guitarras dos Metallica?

Kirk Hammett: “James [Hetfield, vocal e guitarra] e eu sempre nos complementamos. Nunca entramos numa confusão de duas guitarras como muitas bandas fazem. O seu alcance é primário, algo rítmico e percussivo. O meu é mais técnico e fluido. Vejo a guitarra com um monte de escalas e tons. Componho riffs e arranjos tendo a certeza de que eles se vão encaixar harmonicamente. Muitos dos álbuns que fizemos na década de 90, eu estava a fazer orquestrações, procurando por uma parte que se encaixasse noutra certa parte e deixar tudo mais excitante — uma textura, uma corda, um pequeno ‘lick’ aqui, outro ali. Agora, voltamos para o trabalho de guitarra como fazíamos na década de 80. O álbum que estamos a trabalhar agora é somente uma coisa, Metallica — um comboio a ir na vossa direcção”.

Rolling Stone — Há algum solo nos primeiros álbuns que ultrapassou o seu modo de tocar?

Kirk Hammett: “Quando os outros membros ouviram os solos de ‘Creeping Death’ e ‘Ride the Lightning’ [ambas faixas de ‘Ride the Lightning’, de 1984], foi um aspecto diferente de solar do que que eles estavam habituados. Dave Mustaine [o qual Hammet substituiu no grupo] só tocava rápido. E eu toco por partes, secções diferentes que deixam o solo tão contagiante quanto possível. No entanto, eu sempre fui mais flamejante. Admito isso”.

Rolling Stone — Como é que tu compuseste o riff de “Enter Sandman”? Nela, há um instante reconhecimento como em “Smoke on the Water” e “Whole Lotta Love”.

Kirk Hammett: “Tenho um amigo que tem uma loja de guitarras, e ele colocou um placa lá que diz ‘No Enter Sandman’ [risos]. O Sundgarden tinha acabado de lançar ‘Louder Than Love’. Eu estava a tentar ter aquela atitude, com riffs pesados. Eram duas horas da manhã. Gravei o riff numa fita e esqueci-me dele. Quando Lars [Ulrich, baterista] ouviu, disse: ‘Isso é demais! Mas repete a primeira parte umas quatro vezes’. Foi essa sugestão que o deixou ainda mais viciante”.

Podem ler a entrevista na integra e em inglês aqui.

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