[Crítica] Moonspell – Night Eternal

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Moonspell – Night Eternal
Data de Lançamento: Maio 2008
Género: Black/Gothic Metal
Editora: SPV/Steamhammer

1. At Tragecic Heights
2. Night Eternal
3. Shadow Sun
4. Scopion Flower
5. Moon in Mercury
6. Hers is the Twilight
7. Dreamless (lucifer and Lilith)
8. Spring of Rage
9. First Light

Quem não conhece os Moonspell? A banda de black/gothic metal portuguesa carismática de Fernado Ribeiro ja com 16 anos de história e com vários prémios e reconhecimento mundial, de onde se destaca o prémio de Melhor Acto Português pela MTV nos Europe Music Awards de 2006. A banda que em 1989 se chamava Morbid God e que ainda nem local tinha para ensaios tornar-se-ia em 2006 com o considerado seu melhor álbum “Memorial”, 1º do Top Português na primeira semana e ainda no Top de Países como a Noruega, Dinamarca ou Alemanha. Recentemente, no mês passado saiu o mais recente Night Eternal e este álbum que estará em análise hoje. O álbum encontra-se neste momento no 20º lugar do Top nacional. Ele é composto na sua versão normal por 9 faixas:

Com uma composição mais elaborada do que o seu antecessor como o próprio Fernando descreve “um disco portentoso, que tenta ultrapassar os seus anteriores em termos de emoção, sensibilidade e força”. O álbum tem como temas o “desgaste e enfraquecimento poético da Terra”. Não se pode negar claramente a forma épica com que começa a faixa At Tragic Heights. Pesada com toques
sonores de “piano orquestral” sendo esta a mais longa de todo o disco. Destaque aqui para a guitarra e vocal. Seguimos para a faixa homónima do álbum, bem mais pesada e certeira sofrendo apenas pela sua pouca originalidade e duração. Não se pode considerar a melhor faixa. Shadow Sun que brinca com o facto de o Sol poder transmitir um sentimento de sombra, isolamento, negrume notados pela maior calmia do inicio e pelos riffs poderosos do meio até ao fim. Fim esse que nos traz ao encontro do esplendor de Scorpion Flower na minha opinião a melhor faixa, e é também o single de mostragem de Night Eternal. Fernando Ribeiro faz dueto com a voz feminina Anneke Van Giersbergen (ex-The Gathering) num trabalho magistral, as duas vozes complementam-se mesmo em tons mais agudos. Uma boa composição sobretudo. Moon in Mercury exprime a força e vitalidade em torno de Mercúrio um planeta quente bem patente no trabalho de voz e baixo. Solo espectacular a meio. Ja Heirs in the Twilight alterna entre o heavy e um som mais light, destaque mais uma vez para a guitarra principal. Dreamless uma música do amor entre Lucifer (conhecido anjo renegado do paraíso) e Lilith (demónio feminino da noite) mostra o lado mais apaixonado e pausado dos Moon, uma melodia com a segunda maior duração do disco.

Ja para a seguinte e penúltima Spring of Rage tenho a dizer que não me agradou o seu tom mais rockeiro não para as características da banda, sendo o patinho feio do álbum na minha modesta opinião de analista e apreciador do quarteto. Um ponto menos bom que não apaga a chama geral do álbum. First Light a fechar neste álbum curto, traz um vocal mais soturno com o panorama sonoro épico com coros de background, bem “mixada” e muito bem a terminar o álbum da tarefa imensamente difícil em superar o grandioso antecessor “Memorial”. Não o chega a fazer por completo mas anda lá perto e mostra que Ribeiro e companhia ainda têm muito para mostrar.

Este Night Eternal ainda traz 3 faixas bónus na edição de coleccionador: Age of Mothers e duas versões especiais de Scorpion Flower.

notas9

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