[Crítica] Judas Priest – Nostradamus

by

Judas Priest – Nostradamus
Data de Lançamento: Junho 2008
Género: Heavy-Metal
Editora: Sony BMG

CD1
1. Dawn of Creation
2. Propechy
3. Awakening
4. Revelations
5. The Four Horsemen
6. War
7. Sands of Time
8. Pestilence and Plague
9. Death
10. Peace
11. Conquest
12. Lost Love
13. Persecution

CD2
1. Solitude
2. Exiled
3. Alone
4. Shadows In the Flame
5. Visions
6. Hope
7. New Beginning
8. Calm Before The Storm
9. Nostradamus
10. Future Of Mankind

Judas Priest, banda de heavy-metal britânica, responsável por influenciar algumas das mais espectaculares bandas do género e não só que viriam a emergir mais tarde, bandas como Guns N’ Roses, Slayer, Pantera, Accept, Skid Row, Iron Maiden, Metallica. Formada em 1969, por At Atkins (voz), KK DOwning (guitarra), Ian Hill (baixo) e John Ellis (bateria) adoptavam um som pesado e rápido numa mistura entre Zeppelin e Sabbath. Durante anos confinada ao underground foi com o carismático Rob Halford e com um segundo guitarrista Glen Tipton que alcançaram o maior sucesso. Formação que ainda se mantém até aos dias de hoje, somente com Scott Travis na bateria como novidade. Depois do bem sucedido Angel of Retribution em 2005, precisamente o primeiro álbum após o vocalista Rob Halford voltar 12 longos anos depois, a banda estava de volta não só ao metal tradicional do inicio mas à boa forma de palco para gáudio dos imensos fãs, desde o tempo que abarrotavam os bares londrinos.

2008 traz até nós o primeiro conceptual dos Priest dedicado ao astrónomo francês Nostradamus. Personagem conhecida pelas suas previsões de catástrofes e acontecimentos futuros. Será que este consegue ser mais um bom voo dos anjos demoníacos? Sim e não.

Sendo este um álbum conceptual é em tudo diferente do resto que os Judas Priest nos ofereceu durante a sua história, marcos como “Painkiller”, “Screaming for Vengeance” ou até “British Steel”. Não agradará a todos, já que não contem as características vincadas de um álbum de metal puro. Soa mais a um conjunto de efeitos orquestrais, coros, sons que nos transportam para centenas de anos atrás. Halford está soberbo, mas faltam os solos, as letras brilhantes outrora de Priest, eficazes, mordazes e muito pesadas. Entre cada faixa principal do disco duplo teremos uma faixa de introdução que serve de ponte de ligação entre elas, começando exactamente com uma dessas “Dawn of Creation”, nada a apontar de importante apenas uma faixa de inicio com uma melodia simples, instrumentos de sopro e algumas batidas., que abre o mote para a 1ª faixa a sério “Prophecy” sente-se a voz mas falta quase tudo o resto numa música de metal tipica. Partimos para a curta “Awakening”, apenas uma introdução com voz e rapidamente passamos a ouvir “Revelations”, faixa bem mais constituída com alguns riffs e batidas e som rápido com direito a solo, muito bom! “The Four Horsemen” nova introdutória e nada a realçar, “War” introduz o tal elemento orquestral com violinos e efeitos a lembrar explosões e lutas entre os bravos e sanguinários da época.

Com o começo de “Sands of Time” vem a “Pestilence and plague” falando de doenças bem conhecidas da altura de Nostradamus onde era fácil morrer milhares de pessoas de uma só vez, epidemia que estava associada a Deus quando este era irritado por qualquer factor que acontecesse de “mau”, acreditava o povo. “Death” é a seguinte, faixa principal igualmente, mas muito pobre em construção lirica e musical, sendo uma das mais fracas do enorme album. Agora do outro lado encontramos o bem e a paz com “Peace” introdução para “Conquest” aludindo às conquistas de território pelas nações que ainda encontravam e buscavam ferozmente novas fronteiras. Letras mais uma vez pobres, mas musicalidade superior a bater a marca notória de Judas Priest. “Lost Love” é uma balada nem má nem excelente, simplesmente mediana. “Persecution” é de imediato uma das melhores, que nos transporta mentalmente por momentos ao ano de 1990 com Painkiller. Fosse todo o álbum com a mesma mestria desta faixa e seria ouro sobre azul. Garra, sede e poder do quinteto bem patente. A parelha seguinte de “Solitude” e “Exiled” soa a bem consituido, melódico mas sem impressionar. Aplicando-se tambem a “Alone” e “Shadows in flame”. Já “Visions” a segunda musica disponibilizada gratuitamente pela banda para audição mostra-se pausada mas capaz sobretudo se for ouvida mais do que uma vez. Da esperança em “Hope” para um novo começo “New Beginnings” conseguimos assimilar um som mais fresco e altivo, destaco o solo belissimo da parelha Tipton e Downing. “Calm Before the storm” é a antepenúltima desta, mais uma vez introdução desta feita para as duas que fecham o disco “Nostradamus” e “Future of Mankind”. A faixa homónima do album sobre o Nostradamus, em grande plano com a voz de Halford uma vez mais, é esta a faixa mais marcante de todo este concept disc, mas sem desprezar a última que nos deixa a sensação de reflexão para o mundo actual, para o nosso futuro enquanto civilização, destaque esse que vai inteiramente para as guitarras e baixo.

Sim este é um álbum difícil de ouvir, não é algo que estejamos habituados muito menos nesta banda que sempre foi pautada pelo seu peso e rapidez, mas se valer a pena para alguns para outros poderá ser um pontapé no escuro naquilo que esperavam. Não é um clássico, não é sequer marcante ou um dos melhores mas a nota é dada um pouco pesando os fãs que abraçarão o novo disco, ainda que não alcance voos maiores.

notas6

Etiquetas: , , ,

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: