[Crítica] Journey – Revelation

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Journey – Revelation
Data de lançamento: 2008
Género: AOR/ Classic Rock
Editora: Frontiers Records

Tracklist:
CD 1

1. Never Walk Away
2. Like A Sunshower
3. Change For The Better
4. Wildest Dream
5. Faith In The Heartland
6. After All These Years
7. Where Did I Lose Your Love
8. What I Needed
9. What It Takes To Win
10.Turn Down The World Tonight
11.The Journey (Revelation)

CD 2

1. Only The Young
2. Don’t Stop Believin’
3. Wheel In The Sky
4. Faithfully
5. Any Way You Want It
6. Who’s Crying Now
7. Separate Ways
8. Lights
9. Open Arms
10.Be Good To Yourself
11.Stone In Love

Line-Up:

Arnel Pineda – voz
Neal Schon – guitarra, voz de apoio
Dean Castronovo – bateria, voz de apoio
Jonathan Cain – teclado, guitarra, voz de apoio
Ross Valory – baixo

A banda Journey traz-nos mais um trabalho este ano de nome Revelation o primeiro desde “Generations” 2005. O nome é oportuno e coincidente com a entrada do novo vocalista Arnel Pineda. Chileno descoberto pela guitarrista e membro original do grupo, Neal Shon. Arnel tinha uma banda que tocava em bares onde no seu repertório estavam incluidos musicas dos Journey banda favorita de Arnel. Com a “magia” do youtube, Neal acabou por dar de caras com o jovem num video em que cantava uma cover. E como a banda estava num periodo mau devido às várias tentativas de encontrar um digno sucessor do lendário Steve Perry, com as propostas fracassadas de Jeff Scott Soto e Steve Augeri.

“Revelation” chega como uma bomba, as parecenças vocais de Arnel com Steve são imensas. O mesmo tom de voz, a mesma magia e melodia, a mesma segurança. O disco é dividido em 2 CDs e ainda um DVD com material ao vivo apenas disponivel limitadamente nos EUA. O primeiro é composto por 11 temas novos, ja o segundo são re-gravações de clássicos com a voz de Arnel. O primeiro disco, de inéditos começa com “Never Walk Way”, música caracteristica de rock alegre com grande jam e solo e Neal acompanhado pela versatilidade de Dean Castronovo na bateria. Posso afirmar que sendo fã de longo tempo da banda agrada-me este começo do disco, uma faixa que antes de mais confirma a creatividade do grupo para escrever. A faixa é envolvente e emocionante a fazer-me lembrar “Suzanne” do álbum “Raised on Radio” que de resto aprecio muito. “Like a Sunshower” é a seguinte uma balada melancólica não deixando de ser envolvente. O entrosamento da voz de Arnel é impressionante fazendo crer que paramos no tempo nos tempos de Steve se esquecermos tudo… No fim de contas o propósito é mesmo esse trazer algo novo mas com uma sonoridade que faça lembrar os velhos tempos. De melancolia é-me presenteado “Change for Better”, novo alto emocional do disco, uma injecção de confiança sonora a pedir para mudar o que pensamos já não conseguir mais, já que tudo tem solução ou quase tudo. “Wildest Dream” é isso mesmo um twist musical magnifico que apetece apenas saltar ao seu som. Bem patente a veia de Jonathan Cain como escritor de clássicos, que todo o álbum parece ser. “Faith in The HeartLand” é mais um murro em melodia pelos ouvidos dentro, a segunda balada que mais valoriza o álbum na minha opinião, claro a falar de inéditas. Sim porque a primeira pode bem ser “After All These Years” uma retrospectiva que faz puxar a lágrima até dos mais fortes rockeiros. Esta é a balada perfeita depois de “When You Love a Women” do disco “Trial By Fire” de 1996 ainda com Steve no microfone. Consegue igualar e superar. Destaque para o solo e vocais de apoio que ajudam a criar a atmosfera. “When Did I Loose Your Love”, “What I Needed”, “What it Takes to Win”, “Turn The World Apart” continuam toda a senda deste álbum com destaque para a penúltima que assume-se no trio das melhores do álbum, clássicos. A finalizar o primeiro disco de novas músicas está uma instrumental “The Journey: Revelation” com um som e efeitos tipicamente africanos, anburigenes. Solos perfeitos de Neal.

Passando ao segundo disco, nada de novo, são músicas bem conhecidas para quem segue a banda há algum tempo e que cimentaram a sua popularidade na década de 80. Posso realçar aquelas que me agradaram mais em que se confirma o valor do novo vocalista se ainda dúvidas houvesse. “Only The Young”, “Faithfully”, “Who’s Crying Now”, “Separate Ways” e “Open Arms” de entre os 11 revisitados.

É muito bom ver o entrosameno, alegria e energia que a banda se apresenta neste momento, definitivamente no pico mais alto desde 1996 e talvez ainda mais já que este mesmo CD vendeu mais de 100.000 cópias na primeira semana só em território americano alcançando o 6º lugar do Top da Billboard o mais alto desde então e ainda a emplacar maiores vendas. Os únicos pontos menos bons deste lançamento será mesmo não haver uma revolução sonora (não que considere mau) e ainda a falta do DVD fora dos EUA, caso de Portugal que apenas recebeu o duplo CD à venda, já que o DVD traz para mim a melhor música tocada no concerto em Las Vegas, “Mother Father” com Dean Castronovo a assumir o papel de vocalista principal para além de baterista ao mesmo tempo, e meu deus, que voz este homem possui e capacidade de percursão sem nunca perder o ritmo ou falhar em algum dos papéis (mas trago-vos o video em baixo… :)).

Nota máxima se arranjarem ainda a versão importada com o DVD de oferta. Tirando estes factores é o melhor álbum rock melódico do ano e um dos melhores dos últimos anos. Os rapazes estão de volta.

notas95

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