[Crítica] Extreme – Saudades de Rock

by

Extreme – Saudades de Rock
Data de lançamento: 2008
Género: Rock / Hard-Rock
Editora: Open E Records

Tracklist:

1. Star (download)
2. Comfortably Dumb
3. Learn To Love
4. Take Us Alive
5. Ru
6. Last Hour
7. Flower Man
8. King Of The Ladies
9. Ghost
10. Slide
11. Interface
12. Sunrise
13. Peace (Saudade)

Line-Up:

Pat Badger – Baixo
Nuno Bettencourt – Guitarra
Gary Cherone – Vocais
Kevin Figueiredo- Bateria

Extreme são um grupo de rock vindo dos EUA, com Nuno Bettencourt na guitarra, o luso-americano natural dos Açores que é somente um dos guitarristas mais importantes da última década. A parte do seu êxito com o single “More Then Words”, confesso que pouca importancia tinha dado a este quarteto. A verdade é que eles também estavam como que em fase embrionária desde há 13 anos, não gravando nada de novo. Os Extreme todavia sempre pautaram por ser uma banda muito regular não dando asas a extravagâncias e loucuras próprias das bandas que povoaram a década de 80. A prova é hoje em dia apenas o baterista actual, Kevin Figueiredo não ser membro original do grupo. Tanto Gary Cherone (vocal), Nuno (guitarra) e Pat Badger (baixo) mantem-se intactos desde 1985. Kevin Figueiredo é aliás um ex aprendiz do antigo baterista Mike Mangini que saiu em 1996 altura em que a banda entrou em hiatus.

Agora e após quatro albuns na sua discografia: Extreme (1989), Extreme II: Pornographiti (1990), III Sides to Evry Story (1992) e Waiting for the Punchline (1995) e de duas compilações The Best Of Extreme (1998) e Extreme – The Collection (2002) surge o álbum recente “Saudades de Rock”. Um titulo bem luso onde a palavra saudade é exclusividade do nosso idioma português. E transmite nada mais do que as saudades que o quarteto tinham de pisar os palcos e de voltar a gravar novas músicas e sentir a sua adrenalina. Saudades de rock vem numa boa altura a meu ver, altura em que o nome da banda volta a estar entre as bocas do mundo, pelo menos dos apreciadores de bom hard-rock. E se há pouco assumi a minha falta em não ter dado importancia a esta banda, estou neste momento disposto a mudar e graças ao novo de originais.

“Saudades de Rock” é acima de tudo capacidade e competência elevado ao cubo. Este é o melhor álbum da sua carreira, depois de ter aprofundado um pouco mais sobre os seus trabalhos antigos. É sólido, com mais altos do que baixos em contraste com os anteriores. As faixas não soam todos ao mesmo, portanto há aqui um mix de vários sons muio interessante.
“Star” a primeira soa a Queen com a sua “Bohemian Rhapsody” e soa bem, as letras são frescas e a presença do Nuno é inequivoca. “Comfortably Dumb” parece uma sátira a “Comfortably Numb” dos Pink Floyd e talvez seja mas não é nada semelhante a esta última. É mais hard-rock que a antecessora e o solo suscita interesse mais uma vez. “Learn To Love” mantem o álbum num bom patamar causando-me mais interesse em ouvi-lo, mais uma vez solo presente e a ligação dos vocais meio afónicos de Cherone é gratificante e fica bem de se ouvir. “Take Us Alive” segue o rumo mais country-rock, que não sou fã mas não faz parecer ridículo, apenas uma música mais compassada e ligeira. Não merece nota em especial, podia ter sido dexada de fora mas dá mais um toque de variedade a este Saudades. “Run” um trabalho competente de Pat Badger no baixo, solo muito bom de guitarra a meio, vocal arrastado, bateria também apreciativa. “Last Hour” é a primeira balada do disco alternada entre momentos calmos e outros mais mexidos, com alterações de registo vocal a mostrar alterações de comportamento e psicológicas que a música pretende transmitir. “Flower Man” é uma das minhas preferidas, rock na veia, pêlo na venta como se diz por cá e rock sem receios, solo do melhor que já ouvi. “King of The Ladies” é mais do mesmo que a anterior mas mais compassado. A seguinte e segunda balada “Ghost” pensei no inicio que se tratava da voz do vocalista dos ColdPlay mas os receios foram afastados pouco depois. Esta conta com piano bem orquestrado. “Slide” é um rock mais urbano e popular sempre com a incansável prestação de Nuno e Kevin. “Interface” é a terceira balada em formato acústico e é a mais bonita de todo o disco capaz até de ficar famosa como a “No More Words”, é linda e viajante capaz de fazer repeti-la até à exaustão. Poucos são os adjectivos para a descrever. Com “Sunrise” estamos na penúltima do disco quase a terminar esta viagem de sons, embora esta seja muito parecida com a “Take Us Alive” não acrescenta nada de realmente novo. “Peace (Saudades)” fecha e fecha bem, a quarta balada em 13 músicas mais uma vez com piano é sobretudo linear.

Findo esta análise a “Saudades de Rock” tenho a dizer a boa surpresa que me causou, este ano tem sido recheado de boas surpresas musicais e mais uma banda clássica volta ao activo e de forma gloriosa mostrando que o Rock está cada vez mais forte. A sensação de diferença e variedade faz com que uma nota alta seja a única “solução” para rematar uma crítica a este belo álbum, vale a todos a compra e escuta. Último destaque para a capa original e minimalista!! A não perder ainda o concerto único em Portugal em Lisboa no Coliseu dos Recreios, no dia 29 de Outubro.

notas9

Etiquetas: , , ,

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: