[Crítica] Burning Sunset – Bruma (EP)

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Burning Sunset – Bruma EP
Data de lançamento: 2008
Género: Death metal / Progressivo
Editora: –

Tracklist:

1. Clausura
2. Missing Flora
3. Ventos Arrepiados

Line-Up:

David Tomé (guitarra eléctrica, guitarra portuguesa)
Daniel Antero (violino, voz)
Rui Nogueiro (baixo)
Ricardo Seco (violoncelo)
Nuno Seco (guitarra eléctrica)
Sandro Branco (bateria)

http://www.myspace.com/theburningsunset

 

Finalmente a crítica ao EP de estreia dos Burning Sunset vê a luz do dia no Heavy Rock, mas a espera serviu para aprofundar a escuta e apreciar o trabalho deste sextepto português, vindos de Aveiro. A banda formou-se em 2004 e foi dando alguns concertos pela sua terra natal. Vão compondo músicas e decidem em 2005 começar a gravar o seu EP de estreia, auto-financiado e gravado nos estúdios da Forgefarm com mix nos estúdios Home Alone por Nuno Seco.

O EP só chega a ver a luz do dia, 3 anos mais tarde. Será que tendo em conta a espera e o facto de ser um projecto independente valeu a pena? A mim não me restam dúvidas que sim, aliás com apenas 3 músicas conseguiram fazer um trabalho deveras sólido e coerente. Primeiro quero destacar a bonita apresentação da cópia que me enviaram, com apenas uma capa frontal e um CD com cover igualmente não deixa de ser bonito de se ver o cuidado no envio neste caso para mim de modo a fazer esta crítica no Heavy Rock.

A banda e em concreto este trabalho de estreia bebe influências a Ricardo Pinto luso canadiano responsável pela tripartida literária “A Dança de Pedra do Camaleão”. Assim que é colocado no leitor esrte EP dou de caras com “Clausura”, letras em português um trunfo no panorama nacional devido a saturação de material em inglês, decidem misturar elementos instrumentais quer pela presença da guitarra portuguesa quer pelos sons orquestrais com letras no idioma de Camões. Iniciativa que vejo com muito bons olhos. São três minutos e trinta segundos de frescura. A seguir podemos sentir “Missing Flora” com um inicio grotesco, alternando em calmia sonora a partir dos 2 minutos mas que rapidamente volta ao epicismo patente e a competência técnica de Nuno, Sandro e Rui Nogueiro na guitarra, bateria e baixo respectivamente. As parecenças com bandas consagradas como Apocalyptica, Opeth ou mesmo Orphaned Land. Á passagem deste breve cálice metálico “Ventos Arrepiados” é do melhor que já ouvi no género e que faz valer toda a dedicação em fabricar este EP. A alternância patente de tempos musicais e melodias, o violencelo e guitarra portuguesa profundamente enraizadas dão um carisma único a esta banda, pautando por uma distinção sonora que não me lembro de apreciar em vários anos. Agora gostava de ver um contracto discográfico para este grupo e que tentassem colocar o primeiro disco integral o mais depressa possivel sob a pena da fome do seu som parecer imensamente longo agora que tive o prazer de saborear tão deliciosa estreia nos meus ouvidos. A nota em baixo pauta todos os elementos positivos que conseguem abafar alguns menos bons, mas que aliados a uma gravação com dinheiro dos próprios, a apenas 3 faixas tão intensas fazem deste um EP fundamental. 

Para breve uma entrevista exclusiva aos Burning Sunset, não percam!

notas9


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