[Crítica] Metallica – Death Magnetic

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Metallica – Death Magnetic
Data de lançamento:  Setembro 2008
Género: Thrash/ Heavy Metal
Editora: Vertigo / Mercury Records

Tracklist:

1. “That Was Just Your Life”
2. “The End of the Line”
3. “Broken, Beat & Scarred”
4. “The Day That Never Comes”
5. “All Nightmare Long”
6. “Cyanide”
7. “The Unforgiven III”
8. “The Judas Kiss”
9. “Suicide & Redemption”
10. “My Apocalypse”

Line-up:

Lars Ulrich – bateria
James Hetfield – voz e guitarra ritmica
Kirk Hammet – guitarra
Rob Trujillo – baixo

O muito aguardado Death Magnetic, nono álbum de estúdio dos Metallica viu a luz do dia mundialmente no passado dia 12. Até agora as mais de 500.000 cópias, primeiro lugar no Top Americano da BillBoard e 1º em quase todos os mercados europeus, incluindo Portugal demonstram a força do colectivo como maior banda de heavy/thrash-metal mundial. No entanto isto demonstra igualmente que a desilusão de “St. Anger” de 2003 aumentou a expectativa de um regresso ao som original pejado de solos, melodias e alternancia de tempos bem como uma bateria mais audivel e agressiva que não apenas marcador de compasso.

O álbum analisado aqui tem em conta a música sobretudo e não os extras de versões especiais como ofertas de tshirts, palhetas, bandeiras, etc. Tudo isso é bom e faz vender mas a música é o mais importante pelo menos na minha opinião. De facto há que realçar à primeira vista o excelente aspecto da versão CD em digipack em cartão em que o meio do caixão é transparente e permite ver o recorte e relevo que as várias páginas do booklet nos apresentam dando uma visão tridimensional muito interessante. Ao ouvir o CD podemos notar que as queixas que existiam na internet a versões pirata vieram-se a confirmar, o som e sua produção soa algo fraca tendo em conta o ano em que nos encontramos, é algo inaceitável o ruido e distorção que se sente quando nos aventuramos por uns decibéis acima. “That Was Just Your Life” é uma faixa cativante destacando a voz de James e meios tempos. “The End of The Line” um bom entrelace entre James e Lars tentando a recriação do espírito de Master of Puppets sem no entanto conseguir ir tão longe, a boa nova é que os solos estão de volta e bem, Kirk apesar de não reinventar faz o que sabe e muito bem com o tipico som “Whoaahh” a rasgar. “Broken, Beat and Scared” é ao meu gosto a faixa menos conseguida no geral parece mais saída do anterior disco perfeitamente, bateria muito fraca. “The Day That Never Comes” o single de apresentação do álbum é uma das melhores sem dúvida com o inicio a lembrar “Fade to Black” do Ride The Lightning ainda com o saudoso Cliff Burton. Aliás o ponto mais fraco em todo o disco parece ser a quase ausência de protagonismo de Rob Trujillo. Letras cativantes e um solo fresco, impecável. “All Nightmare Long” uma sequela ou tributo a “Enter Sandman” talvez, demasiadamente parecido com esta mas com maior velocidade. “Cyanide” curiosamente a primeira dada a conhecer ao público em actuação ao vivo no 1º Ozzfest do grupo no Texas. Uma faixa mais vocacionada no instrumental do que na letra, um tema de suicídio. “The Unforgiven III” é a triquela de “The Unforgiven” estreada no Black Album e depois continuada em Re-Load. Pianos, com toques de adereços orquestrais, soa no entanto melhor que a II parte.

“The Judas Kiss” é uma das minhas favoritas, Metallica no seu melhor esquecendo mais uma vez a fraca bateria. “Suicide & Redemption” é a penúltima e é a volta de uma faixa instrumental a um álbum 20 anos depois da excelente “To Live is To Die”, é de louvar apreciar em pleno esta maravilha que vale 50% do disco. A fechar “My Apocalypse” outra já bem conhecida antes do dia 12, é um digno encerramento fechando com peso, agressividade e rapidez. Em resumo um álbum muito bom, candidato a um dos melhores do ano, que deixa para trás e a vários kilómetros de distância o seu antecessor e que introduz um novo heavy/thrash mais moderno e revitalizante à banda com os clássicos vistos à lupa sem parecer mais do mesmo ou algo datado. Inovação mas não invenção! Falhou apenas algo de mais único ao disco e uma melhor produção ao nível do som para poder levar outra nota.

Mais informações sobre as versões ainda à venda AQUI

 

 

 

 

 

 

 

notas9

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