[Crítica] AC/DC – Black Ice

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AC/DC – Black Ice
Data de lançamento: 20 Outubro 2008
Género: Hard-Rock
Editora: Sony BMG

Tracklist:

1. Rock N’ Roll Train
2. Skies on Fire
3. Big Jack
4. Anything Goes
5. War Machine
6. Smash ‘N’ Grab
7. Spoilin’ For a Fight
8. Wheels
9. Decibel
10. Stormy May Day
11. She Likes Rock’N’Roll
12. Money Made
13. Rock’ N’ Roll Dream
14. Rocking All The Way
15. Black Ice

Line-Up:

Brian Johnson (voz)
Angus Young (guitarra)
Malcolm Young (guitarra ritmica)
Phil Rudd (bateria)
Cliff Williams (baixo)

Oito longos anos depois. É assim que começo esta crítica, dado termos esperado 8 longos anos por um novo álbum dos hard-rockers australianos mais conhecidos, os AC/DC (ou Acca Dacca para os amigos). Depois de Stif Upper Lip de 2000 e de alguns concertos em 2000/2001 a banda entrou no hiatus e que se pensou ser o fim do quinteto. No entanto o desejo dos fãs, da própria banda e até grandes quantidades monetárias pelo meio trouxe-os de volta ao estúdio e estrada assim prometem em 2009.

A banda continua com os músicos desde 2001, os irmãos Young que fundaram a banda, o cantor Brian johnson desde 1980 na banda, Cliff Williams desde 1977 e ainda Phil Rudd desde 1994. Desde as noticias e pequenos previews que circularam na internet, era prometido aos fãs que este seria o novo Back in Black no que ao seu som, epicismo diz respeito, já que os últimos discos tinham sido uma aproximação mais a veia blues do que os primórdios principalmente com o original vocalista falecido Bon Scott. Este disco contem umas impressionantes 15 faixas, não sendo no entanto longo, longe disso.

Este disco é o que se pode dizer a continuação da fórmula de rock dos australianos, sem grandes vaçilos ou pretensões. Se existem aqueles que pediam um grande álbum ao jeito do clássico de 1980, outros assim como eu pediam algo um tanto ou quanto diferente até porque o som da banda sempre pautou pela mesma batida, letras com o uso exacerbado de rock e se atentarmos à sua discografia, torna-se algo repetitiva e com falta de inovação sem fugir ao género. Exemplos disso temos o recente dos Whitesnake, “Good To Be Bad” ou até mesmo “Saudades de Rock” dos Extreme já analisados aqui.

O disco abre com a faixa single e já com direito a videoclipe (que pode ver em cima), Rock’ N’ Roll Train. Uma força pujante, uma adição deliciosa na minha opinião é uma forma mais cantada de Brian e menos berrada a contrariar um pouco outros discos. Riffs poderoso de Angus mais uma vez, a provar que o ser uma lenda viva nunca se esquece. É sem dúvida provavelmente também o maior ponto de interesse do álbum. Skies on Fire é curta com apenas pouco mais de 3 minutos como aliás mais de metade de todas as faixas. Hard-rock cativante mais uma vez mas sem nada relevante, a não ser uma boa forma de Phil atrás dos pratos. Big Jack faz lembrar Blackjack de “Runnin Wild” dos Airbourne, banda também australiana altamente inspirada nos míticos. Como disse nõ esperem nada de diferente ou de alma própria em cada música. É apenas rock’n’roll do principio ao fim. Quase como se todas as 15 faixas convergissem apenas numa única. Anything Goes começa com o trabalho muito bom de Malcolm e mais uma vez uma voz mais suave de Brian é uma das mais bem conseguidas do percurso definitivamente.

War Machine começa com o baixo de Cliff no fundo e com instrumental de cerca de 50 segundos e posso traçar um parca analogia com War Machine dos KISS pela parecença do refrão, ligeiro mas que marca. Smash’ N’ Grab é a 3ª faixa que merece maior cuidado ao ouvir do álbum, mais pausada, não deixa as letras cómicas e picantes sua característica em mãos alheias. Spoilin’ For a Fight é uma luta constante entre voz e guitarra solo, duas vertentes anímicas da maquinaria AC/DCiana. Wheels sétima cartada do disco é uma faixa cativante, fácil de assimilar e viciante. Decibel pode ser descrito como uma fusão melancólica de rock’n’roll, um grito silencioso a contrastar com o próprio título. Stormy May Day nome invulgar é uma faixa esquisita que não me entrou particularmente no ouvido, mistura com blues country music não muito agradável.

She Likes Rock’N’ Roll quase 4 minutos de música que começam a pesar de sobre maneira, ao mesmo tempo que se aproxima do fim o disco torna-se muito repetitivo acentuado por várias escutas do principio ao fim. Money Made quem sabe um tributo a Money Talks de “The Razor’s Edge” de 1990 está bem conseguida e fica no ouvido pelas melhores razões. Rock ‘N’ Roll Dream é uma balada, sim uma balada e das boas não sem um toque hard pelo meio só para espicaçar os ânimos. Chegado a Rocking All The Way temos pouco a lembrar a não ser rock puro e mais nada. Black Ice é o término deste esperada roldana da banda que já povoa os nossos ouvidos há 4 décadas. É uma faixa fluente, como um cubo de gelo a derreter-se e deixar o gosto a mais. Oito anos passaram e pouco mais de 50 minutos bastaram para dissecar este gelo preto, “Black Ice”. 

Resta-me apontar que o álbum é um bom regresso às origens do hard-rock de quem o faz bem, de quem nunca quis provar nada a ninguém mas que sempre deixou a sua marca, este é o álbum mais conseguido desde “Ballbreaker” de 1996 não sendo no entanto um “Back in Black – 2ª parte”. Do outro verso da moeda, temos mais do mesmo, sem inovação mesmo após mais de 30 anos de discos e apenas 4 faixas com real valor de escuta. As guitarradas, as letras, a musicalidade faz-nos lembrar algo que já ouvimos atrás e alma própria a cada faixa não mora aqui. O disco está à venda em 3 versões coleccionáveis onde as letras do logo da banda mudam a cor (vermelho, azul e amarelo) e o artwork atrás, numa caixa digipack glossy e de excelente relevo e cuidado artístico.

notas75

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