[Crítica] Sepultura – A-Lex

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Sepultura – A-Lex
Data de lançamento: Janeiro 2009
Género: Thrash Metal
Editora: Steamhammer Records

Tracklist:

1. A-Lex I (01:54)
2. Moloko Mesto (02:09)
3. Filthy Rot (02:46)
4. We’ve Lost You (04:15)
5. What I do! (02:01)
6. A-Lex II (02:18)
7. The Treatment (03:24)
8. Metamorphosis (03:02)
9. Sadistic Values (06:51)
10. Forceful Behavior (02:28)
11. Conform (01:54)
12. A-Lex III (02:03)
13. The Experiment (03:28)
14. Strike (03:41)
15. Enough Said (01:37)
16. Ludwig Van (05:30)
17. A-Lex IV (02:46)
18. (Paradox 02:16)

Lineup:

Derrick Leon Green – Vocais, Guitarra
Andreas Rudolf Kisser – Guitarra
Paulo Xisto Pinto Jr. – Baixo
Jean Turrer Dolabella – Bateria

Quem anda dentro da cena metálica, deve (ou deveria) conhecer os Sepultura, umas das principais bandas do género, principalmente no inicio dos anos 90, altura que lançaram pelo menos dois clássicos que viriam (e ainda hoje) influenciam muitas bandas jovens de Metal. A banda goza ainda o estatuto de maior banda de Metal brasileira. Com o passar dos anos, a banda foi perdendo “alguns trunfos”. A sonoridade mais old-school foi-se perdendo ao longo dos anos, a qualidade em si das musicas a nível técnico decresceu bastante e a própria mística em torno da banda se foi “diluindo”, muito por culpa dos principais fundadores, os irmãos Cavalera, já não estarem na formação. Mas passemos ao que interessa.

“A-Lex” é o segundo disco conceptual da banda, depois do mediano “Dante XXI” e marca a estreia do novo baterista Jean Dolabella, substituindo Igor Cavalera. Seguindo a mesma linha de “Dante XXI”, com músicas rápidas, disparando riff’s desenfreados e muitas vezes parecendo mais uma banda de Metalcore que outra coisa, este novo trabalho dos Sepultura mostra no entanto uns Sepultura que “tentaram” empregar alguma da sonoridade mais antiga dos seus álbuns em “A-Lex”. O que na minha opinião está a falhar nos últimos trabalhos de Sepultura, é o facto de as músicas serem demasiado curtas e com pouca inspiração musical, não me levando a repetir o álbum ou determinadas músicas em questão. Outro ponto negativo é o vocalista. Derrick Green até pode ser um bom vocalista, mas penso que É o principal erro dos Sepultura, desde a saída de Max Cavalera em 1996. Não duvido que Derrick tenha boa qualidade para cantar, mas claramente não faz o género dos Sepultura.

Andreas Kisser segue pelo mesmo caminho da negativa. Não é um mau guitarrista, mas já demonstrou ser capaz de melhor, e com o passar dos anos, pelo menos com o trabalho efectuado nos Sepultura, parece que desaprendeu a tocar guitarra. São raras as vezes que vemos riff’s de Kisser viciantes, com garra e emocionantes. O trabalho de Jean Dolabella na bateria é consistente. O baixo de Paulo Jr. está em bom nível, notando-se um bom trabalho do baixista.

As músicas que me surpreenderam pela positiva foram “We’ve Lost You”, “What I Do!”, “The Treatment”,  “Conform”, “The Experiment”, “Enough Said” e “Paradox”. Porém, quase todas elas são curtas e sabem a pouco.

Não é um álbum mau, mas também não é um álbum que se espere de uma banda com um historial de fazer inveja á maior parte das bandas do género.

Nota final: 6.0/10
Sepultura – We’ve Lost You!
Sepultura – What I Do!

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