[Crítica] Textures – Silhouettes

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Textures – Silhouettes
Data de lançamento: Maio 2008
Género: Progressive / Death / Thrash Metal
Editora: Listenable
Site: www.texturesband.com

Tracklist:

1. Old Days Born Anew – 5:38
2. The Sun’s Architect – 5:16
3. Awake – 4:09
4. Laments of an Icarus – 4:12
5. One Eye for a Thousand – 6:12
6. State of Disobedience – 4:11
7. Storm Warning – 5:46
8. Messengers – 5:06
9. To Erase a Lifetime – 6:54

Lineup:

Stef Broks – Bateria
Eric Kalsbeek – Voz
Jochem Jacobs – Guitarra / Voz apoio
Bart Hennephof – Guitarra / Voz apoio
Richard Rietdijk – Sintetizadores
Remko Tielemans – Baixo

Escolhi para minha primeira crítica aqui no HRN um álbum que decerto passou despercebido por muitos, mas que a meu ver é merecedor de destaque. Oriundos de Tilburg, os Holandeses Textures são odiados por uns e amados por outros. Acredito que tal aconteça porque muitos fans não toleram ver traços de inspiração em outras bandas, mas penso que muitas vezes com isto se ignora o que de genuíno e inventivo, bandas como os Textures, trazem de novo à cena metal.

À semelhança de álbuns anteriores os Textures continuam a incorporar neste álbum alguma influência opressiva e progressiva de Meshuggah. No entanto, os Textures incorporam neste Silhouettes muito mais do que isso. Melodias negras e atmosferas trazidas pelos teclados intercalam com padrões e ritmos quase matemáticos e com muita agressividade, também por vezes a tocar no hardcore.

As duas primeiras músicas do álbum, “Old Days Born Anew” e “The Sun’s Architect” são dois exemplos perfeitos de iterações melódicas interessantes, estruturas de ritmo frenéticas, e contêm alguns dos mais pesados riffs do álbum. Logo de seguida, segue a meu ver um das melhores músicas do álbum , onde se nota a admiração e inspiração por parte do vocalista Eric Kalsbeek em Devin Townsend.

A temática lírica presente nos Textures deixa patente a constante busca do contraste entre o caos e a serenidade, entre a natureza e a máquina. A música em si também acompanha esta temática, partes calmas contrastam bastante com partes ritmadas, vozes limpas com vozes guturais, mas no total é-nos apresentado um trabalho coeso e digno de repetidas audições com mais atenção ao detalhe.

Fenomenal é também o trabalho de Stef Broks (bateria), Jochem Jacobs e Bart Hennephof (guitarras), que formam um trio coeso no que toca a fusão entre os riffs de guitarra e a bateria criando passagens complexas sem com isso se tornar demasiado técnico ao ponto de perdermos a noção e a musicalidade de cada faixa. O material presente em Silhouettes é de grande excelência no que toca a produção.

Em suma, Textures provam que são um sexteto de músicos talentosos que facilmente nos conseguem transportar entre cenários de melodias atmosféricas e ritmos poderosos. Uma fresca e digna adição aos géneros mais progressivos da cena metal. Os Textures vão estar brevemente a tocar perto de nós, não em Portugal, mas em Madrid, a 13 de Maio no Ritmo & Compás.

notas8

Textures – Awake

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