[Crítica] Iron Maiden – Somewhere In Time

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Iron Maiden – Somewhere In Time
Data de lançamento: Junho 1986
Género: Heavy Metal (NWOBHM)
Editora: EMI

Tracklist:

1. “Caught Somewhere in Time” (Steve Harris) – 7:26
2. “Wasted Years” (Adrian Smith) – 5:08
3. “Sea of Madness” (Smith) – 5:42
4. “Heaven Can Wait” (Harris) – 7:21
5. “The Loneliness of the Long Distance Runner” (Harris) – 6:31
6. “Stranger in a Strange Land” (Smith) – 5:44
7. “Déjà Vu” (Dave Murray, Harris) – 4:56
8. “Alexander the Great” (Harris) – 8:36

Lineup:

Bruce Dickinson – vocais
Dave Murray – guitarra
Adrian Smith – guitarra
Steve Harris – baixo
Nicko McBrain – bateria

 

“Somewhere In Time” é o sexto álbum de estúdio dos Iron Maiden e um dos meus preferidos da sua discografia. Depois de uma tour muito bem sucedida, a que deu origem ao álbum ao vivo “Live After Death”, um dos melhores discos ao vivo do Metal, a banda decidiu “inovar” e acrescentar algo mais á sua sonoridade. O que é certo, é que mais uma vez, as expectativas foram superadas.

Não podemos comparar “Somewhere In Time” com “Powerslave” ou mesmo “The Number Of The Beast”, apesar de todos eles serem álbuns de Heavy Metal, puro e duro, e de pertencerem á mesma banda. Possuem temas diferentes, uns mais conceptuais que outros mas sempre identificados com a banda.

A formação é a mesma do trabalho anterior. ”Somewhere In Time” ficou marcado com a introdução de sons sintetizados, que a banda depois viria novamente a utilizar no clássico “Seventh Son Of A Seventh Son”. Muitos “torceram” o nariz ao saber que a banda queria novamente apostar em temas e letras muito “imaginativas”. A verdade é que os Iron Maiden estavam imparáveis na década de 80, e o lançamento deste trabalho em 86 mostra que a banda continuava na linha da frente, no que ao Heavy Metal diz respeito.

Neste trabalho, assistimos a músicas mais melódicas, com principal destaque para as faixas “Caught Somewhere In Time” onde Bruce mostra porque é o melhor vocalista de Metal, “Wasted Years”, um clássico, uma música muito bonita da banda, muito bem construída liricamente, “The Loneliness Distance Runner”, que apesar de ter um inicio bem acelerado e com riff’s pesados, se torna numa música com uma melodia linda e viciante para qualquer amante de Heavy Metal. Seguindo a mesma linha das músicas referidas anteriormente, temos a faixa “Deja Vu”, uma das melhores do álbum e que infelizmente não é tocada ao vivo pela banda, porque é simplesmente fenomenal.

“Heaven Can Wait” e “Stranger In A Stranger Land” têm o toque característico da banda, com excelentes melodias e letras muito bem elaboradas, mas é “Alexander The Great” que nos deixa, mais uma vez, totalmente rendidos á qualidade sonora e lírica desta banda. Épica, um verdadeiro hino da banda, que infelizmente não tem marcado presença nos setlists da banda.

Muitas bandas de Power Metal veneram este álbum, e não é de estranhar, pois como referi, é possivelmente o álbum mais melódico dos Iron Maiden, juntamente com “SSOASS”. O tipo de som produzido neste trabalho, seja a nível de bateria, onde Nicko demonstra um ritmo e precisão impressionantes, seja a nível das guitarras de Adrian Smith e Dave Murray que criam uma “atmosfera” fantástica com melodias e riff’s fenomenais, do baixo de Steve Harris que continua demolidor ou da voz impressionante de Bruce Dickinson, é algo de impressionante e seria muito injusto classificar este trabalho da banda com uma nota inferior a 10.

notas10

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