[Crítica] Metallica – Load

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Metallica – Load
Data de lançamento: Junho 1996
Género: Heavy Metal
Editora: Elektra Records

Tracklist:

1. “Ain’t My Bitch” (5:04)
2. “2 x 4” (5:28)
3. “The House Jack Built” (6:38)
4. “Until It Sleeps” (4:28)
5. “King Nothing” (5:29)
6. “Hero of the Day” (4:21)
7. “Bleeding Me” (8:18)
8. “Cure” (4:54)
9. “Poor Twisted Me” (4:00)
10. “Wasting My Hate” (3:57)
11. “Mama Said” (5:20)
12. “Thorn Within” (5:51)
13. “Ronnie” (5:17)
14. “The Outlaw Torn” (9:48)

Lineup:

James Hetfield – guitarra, vocais
Kirk Hammett – guitarra
Jason Newsted – baixo
Lars Ulrich – bateria

Depois do estrondoso sucesso comercial de “The Black Album” e de algumas reacções menos positivas por parte dos fãs mais “conservadores” da banda, muito se especulava sobre que tipo de álbum seria o novo trabalho dos Metallica que só viria a ser lançado em 1996.

Antes de começar a minha critica a “Load”, deixo-vos o que Lars Ulrich pensa acerca deste álbum: “Este álbum e o que estamos a fazer nele, é tudo o que os Metallica significam: explorar novas coisas. Os momentos em que vocês deixarem de explorar, então sentem-se e morram!”

Pois bem, eu explorei, explorei e explorei este álbum. Ouvi dezenas de vezes este “Load” e no momento exacto de estar a escrever esta análise, estou precisamente a ouvir o trabalho da banda norte americana, uma das minhas bandas preferidas, a terceira para ser exacto e banda pelo qual nutro grande respeito e admiração. Mas caramba! Ouvir os quatro ou mesmo os cinco primeiros álbuns desta magnifica banda e depois ouvir “Load” é algo muito “doloroso”!

“Load” para já nem é Thrash e “quase” que nem é Heavy Metal. Digo “quase” porque lá vai tendo uns acordes e riff’s mais “pesaditos”, bem ao estilo do género. Já ouviram Aerosmith em versão Metal? Têm aqui uma certa parecença. Eu até acredito que a banda quisesse explorar novos caminhos para a sua musicalidade ou alterar “um pouco” a sua sonoridade, mas já vi bandas que decidiram fazer isto e melhor, porque “Load” é um álbum mediano/fraco de uma banda que nos habituo a grandes hits do Rock.

A voz de James está mais calma, menos rasgada e a “parecer querer” ser mais melódica. Escasseiam os solos de Kirk Hammet, uma habilidade do guitarrista que nos faziam ficar “em pulgas”. Lars Ulrich, um dos melhores bateristas da década de 80, não parece o mesmo, praticando ritmos lentos e sem inspiração. O baixo de Jason Newsted vai marcando a sua presença, mas também com pouca inspiração.

Desde o primeiro segundo de “Load” que notamos que o álbum vai tomar um caminho diferente. Não vou dizer mais comercial, mas algo mais mainstream, que possa chegar facilmente a todas as pessoas. E isso é um bocado difícil de entender, principalmente para um fã acérrimo de Metallica como eu. Já não pedia um trabalho como “Ride The Lighting” ou “And Justice For All…”, mas algo do género “The Black Album” já era satisfatório.

Obviamente existem pontos de destaque em “Load”. A qualidade lírica do álbum está acima da média e a voz de James esta muito bem trabalhada neste disco. Considerando-o um álbum de Hard Rock, é um bom trabalho, mas nada de mais. Vou destacar mesmo assim as excelente faixas “Until It Sleeps”, “Bleeding Me” e “Wasting My Hate” que facilmente sobressaem neste mediano trabalho da maior banda de Metal do planeta.

notas7

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